Por saudade vendi a alma á Poesia


Por saudade vendi a alma á Poesia

Nunca permitirei que te sequestre
a punição ingrata de alguma banal ausência,
não vou de forma alguma petrificar
e lutarei…e certamente vais ver-me lutar,
para que esse mar não nos vença.
Vou transfigurar lendas e fabulas
para nunca adormecer sozinho,
vou confrontar a insônia e ficar a escrever,
incorporarei a veleidade para vencer
a intemporalidade e achar o caminho.
Vendi a alma á poesia em troca da lua
porque sem ti ela não tem sentido,
sem ti nem os sonhos crescem,
sem ti nem os acústicos rouxinóis amanhecem
e estarei só entre as sombras desta rua.
Afinal onde encaixa o meu grande amor,
a não ser na poesia que escrevo em mim
para ti entre os gritos e silêncio desta dor
que as metáforas disfarçam ao som das arpas
melodiosas que beijam a poesia sem fim…
Não posso renunciar a vontade de sentir-te
sem tréguas na memória das saudosas mãos,
relembro preliminares loucos ao despir-te,
entre as nossas paredes que nunca foram chão
onde foi prazer sem mentir enxugam agora lágrimas,
que sem alma são saudades do teu beijo,
perdido na solidão vou ficando mais despido
na poesia que comprou a alma do corpo vencido…

Robert





1 comentário:

Sandra Amorim disse...

A saudade é amiga dos bons momentos que vivemos... parabéns Amigo, vc expressa esse sentimento como ninguém. bjs

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