Nunca me ensines a esquecer-te


Nunca me ensines a esquecer-te

Corrias entre as brisas da tarde, no viridário,
arrastando admirações e sensações…
A saia nua e transparente levitava aos olhares,
dos incrédulos personagens do gozo prometido
entre bocas frescas e flores de amendoeira…
Corriam seios tatuados em renda fina
Sob a curva do libidinoso corpete…
A mente gritou um tropel infinito de desejos,
instintos propuseram-se sorver-te…gota a gota…
Beleza… luxúria febril de carne palpitante
que desejei estreitar entre meus avanços másculos.
Exausto no delírio da gula…absorto, embriagado,
mergulho na febre do incerto mar…
Rasgo o frescor do teu vestido, como ébrio poeta,
sob efeito da inocência de um sonho…
Embalados na matiz dos rouxinóis,
temendo que o ruído ofegante os afugente
silenciamos coitos mordidos por desejos
sorvendo a carne…em grandes beijos,
que jamais quero esquecer…

Robert


1 comentário:

Franciane Monteiro disse...

Como se fosse possivel esquecer quem se ama...Beijos

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